Oak Energia

Imagem de natureza com carro ao lado do rio e usina solar fotovoltaica no teto do carro

OAK Energia participa da Expedição Piracicaba – pela vida do rio para Análise da Qualidade da Água no Rio Piracicaba

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A OAK Energia participou da “Expedição Piracicaba – pela vida do rio” com uma usina fotovoltaica móvel destinada a fornecer energia para as equipes de apoio e registro. A expedição científica que aconteceu entre os dias 26 de maio e 5 de junho de 2019 incrementou a edição de 20 anos atrás.

Pré descida e preparativos da Expedição

Um projeto desta dimensão requer muito planejamento e preparação. Para a realização da expedição a OAK Energia se dividiu em dois times:

O time da pré descida contou com o Dr. Diego Roberto Sousa Lima, responsável pelo setor de pesquisa e desenvolvimento da OAK Energia. Sua participação na Expedição Piracicaba foi fundamental pois incrementou a análise com a pesquisa sobre os microcontaminantes emergentes, resíduos estes que ainda não são tratados por não fazerem parte das portarias que regulamentam o tratamento de água no Brasil.

No time da usina solar fotovoltaica móvel participaram os sócios fundadores Diogo Coura Cota e João Vitor Carvalho. Ficou a cargo deste time a montagem da usina sobre o veículo da OAK Energia, testes de funcionamento bem como os registros realizados por drones.

Dia 26 de maio – Lançamento da Expedição e caminhada até a nascente do Rio Piracicaba

Mariana

A Expedição Piracicaba – pela vida do Rio foi lançada em evento oficial na cidade de Mariana no dia 26 de maio de 2019 na praça Gomes de Freitas e contou com a participação do prefeito de Mariana, Duarte Junior, e diversas autoridades do município de Mariana, bem como de outros municípios pelos quais a expedição passou nos dias seguintes.

Os expedicionários foram recebidos com um café da manhã no Centro de Apoio ao Turista e, após solenidade, iniciaram o caminho rumo a nascente do Rio Piracicaba. Um fato curioso sobre esta nascente é que os municípios de Mariana, Ouro Preto, Santa Bárbara e Itabirito disputam entre si o título de ser a nascente do Rio Piracicaba. O que foi observado ao longo da caminhada é que o ponto onde nasce o Rio Piracicaba é o ponto limítrofe destes 4 municípios.

Caminhada até a nascente do Rio Piracicaba

Antes de prosseguir em caminhada até a nascente, os expedicionários participaram de uma missa no Santuário do Carmo, onde foram abençoados pelo padre e apresentados aos fiéis a importância do trabalho de análise para a conservação da qualidade do rio.

Após a missa a comitiva seguiu de carro até a portaria da Vale, de onde começa uma trilha com uma caminhada de 3 horas de grau médio de dificuldade até a nascente do Rio Piracicaba a praticamente 1800 m de altitude.

Local de natureza exuberante a trilha percorrida separa duas importantes bacias do estado de Minas Gerais: a bacia do Rio das Velhas de um lado, responsável pelo abastecimento de água da região metropolitana de Belo Horizonte, e do outro lado a Bacia do Rio Piracicaba, que alimenta diretamente cerca de 20 municípios e é fonte de água para mais de 1 milhão de pessoas.

Durante a caminhada observou-se que mesmo na nascente há indícios da ação antrópica e pecuarista: marcas de pneus de motos de trilha formam sulcos onde uma fina camada de terra fixa-se sobre rochas, iniciando um processo de erosão conhecido como voçoroca. Também é marcante as fezes de bovinos e trilhas abertas bem próximas ao olho d´água da nascente do Piracicaba.

O Rio Piracicaba nasce com uma vazão aproximada de 200 litros por minuto e com potencial para ser uma água 100% pura ou classe especial. Devido a importância do Rio Piracicaba na economia e na sobrevivência dos mineiros, desde este ponto algumas medidas já podem ser tomadas para melhor conservação da nascente e para elevar o potencial de produção de água.

Dia 27 de maio – Santa Rita Durão e Fonseca

Santa Rita Durão

A navegação dos caiaques neste trecho alternou entre pontos com 20 cm apenas de lâminas d´água com pontos onde a única possibilidade era carregar e arrastar os caiaques. Este cenário já mostra a degradação do rio num ponto ainda próximo a nascente.

No segundo dia de expedição foi a vez dos caiaques entrarem no rio a caminho de Santa Rita Durão, distrito de Mariana. A Expedição Piracicaba chegou ao centro da cidade, onde aproveitou o momento para passar a mensagem de cuidado com as nossas águas na Escola Municipal Sinhô Machado, que conta com 315 alunos entre 4 e 19 anos.

Fonseca

Após a passagem por Santa Rita Durão a Expedição Piracicaba seguiu em direção a Fonseca, distrito de Alvinópolis, onde foi recebida as margens do Rio Piracicaba por dezenas de estudantes com cartazes, faixas e mensagens de cuidados com o rio. A chegada da Expedição Piracicaba em Fonseca contou ainda com a presença de autoridades municipais de Alvinópolis e região, polícia militar ambiental e outros convidados. Os alunos da cidade fizeram apresentações culturais defendendo mais cuidados com o Rio Piracicaba. De Santa Rita Durão a Fonseca não foi possível a realização do trajeto por água e a equipe de navegação teve de viajar com seus caiaques na carroceria da caminhonete de apoio.

Dia 28 de maio – Catas Altas, Barão, Santa Bárbara e Caraça

Catas Altas

Em seu terceiro dia, a Expedição Piracicaba iniciou os trabalhos de mobilização em evento na cidade de Catas Altas. Apesar de não ser banhada pelas águas do rio Piracicaba, o município de Catas Altas é um importante manancial da bacia, devido a sua grande quantidade de cachoeiras. A recepção aos expedicionários e evento ocorreu aos pés da gameleira na praça central de Catas Altas. A usina solar móvel OAK Energia recebeu grande atenção do público, principalmente estudantes, que se reuniram ao redor da usina para ver como funciona a energia solar na prática.

Barão de Cocais

A Expedição Piracicaba procurou também mostrar sua solidariedade ao povo de Barão de Cocais, que enfrentava à época o risco de rompimento de talude na usina de Gongo Soco. A equipe visitou o centro de operações do Corpo de Bombeiros e pode ver o extenso trabalho e cuidados da instituição para mitigar os riscos as vidas humanas e de animais.

Brumal

Em Brumal, distrito de Santa Bárbara, a Expedição Piracicaba foi recepcionada as margens do Rio Conceição por estudantes da rede municipal e autoridades locais. Os estudantes realizaram uma bela apresentação musical que emocionou os participantes do evento e expedicionários.

Finalizada a agenda da Expedição Piracicaba no dia 28 de maio, o descanso aconteceu no Santuário do Caraça, onde os expedicionários puderam apreciar um belo cardápio e a visita da fauna local, como o famoso lobo guará que há anos recebe alimentação dos clérigos locais.

Dia 29 de maio – Florária, Rio Piracicaba e João Monlevade

Florária

A Expedição Piracicaba ganhou repercussão a medida que cumpria sua agenda nos municípios da bacia, o que despertou a atenção de comunidades como a de Florália, cuja visita dos expedicionários foi solicitada e realizada em escola rural. Os participantes da expedição foram calorosamente recepcionados e houve uma rodada de bate papo para maior entendimento da atuação da Expedição Piracicaba, que serviu de inspiração para os trabalhos da Semana do Meio Ambiente em Florária.

Rio Piracicaba

Ainda pela manhã a Expedição Piracicaba chegou a Rio Piracicaba, cidade que recebeu o nome por ser a primeira cidade a se estabelecer às margens do rio Piracicaba. A recepção foi na praça central da cidade com muita vibração dos presentes, onde autoridades e muitos estudantes aguardavam ansiosos a chegada dos canoístas. Alunos da rede municipal apresentaram um projeto que busca trazer à luz as memórias dos moradores mais antigos da cidade e, consequentemente, a história do rio. Também foi apresentada uma exposição fotográfica demonstrando o resultado do “Projeto Nascentes” do EJA e como cuidar de nossas nascentes trás resultados para a quantidade e qualidade da água produzida.

João Monlevade

Após a passagem por Rio Piracicaba, os navegantes continuaram o percurso rumo a João Monlevade, no entanto, o assoreamento do rio impediu os canoístas de seguirem por água, precisando retomar os caiaques para o carro de apoio. A recepção da Expedição Piracicaba em João Monlevade aconteceu no bairro beira rio e contou com grande participação dos alunos de escolas públicas. Os caiaques fizeram sucesso entre o público estudantil, que fez questão de tirar muitas fotos nas embarcações.

Participaram também do evento a prefeita de João Monlevade, Simone Moreira, secretária de meio ambiente Fernanda Ávila e diversas autoridades regionais. Os expedicionários ainda foram presenteados com apresentações culturais dos estudantes ressaltando os 10 mandamentos da água e deram show de consciência ambiental. AMEPI, DAE, Câmara Municipal de João Monlevade e Arcelor Mittal também apoiaram a passagem da Expedição Piracicaba por João Monlevade.

Dia 30 de maio – Bom Jesus do Amparo, São Gonçalo e Itabira

Bom Jesus do Amparo

A Expedição Piracicaba esticou sua rota para passar também por Bom Jesus do Amparo, onde foi recebida bem cedo pelo prefeito do município Dario Ferreira Motta . A vereadora, professora de história e presidente da Câmara Legislativa Edilene Rosa Coelho Ferreira levou os integrantes da OAK Energia para um passeio guiado dentro das belezas históricas locais, como a igreja da cidade e nos apresentou obras de valor histórico e artístico inigualáveis.

Foi realizada uma reunião com os produtores rurais de Bom Jesus do Amparo para entrega de diagnósticos do projeto Rio Vivo e para explicitação da atuação do comitê de bacias em prol da sociedade local, bem como de outros produtos entregues como o CAR.

As artesãs da Comunidade Quilombola de Felipe apresentaram aos presentes no encontro os seus belos trabalhos de artesanato reaproveitando materiais locais abundantes e que seriam descartados, como a palha de milho e remendos de chita.

São Gonçalo

Uma grande recepção foi preparada para a Expedição Piracicaba no Parque de Exposições de São Gonçalo do Rio Abaixo e contou com a apresentação do grupo das Lavadeiras da Prainha, com resgate de cantigas do tempo em que as roupas eram lavadas no rio. Dona Ninica, de 66 anos, conta que além de usada para limpeza a água do rio era límpida e, por isso, consumida sem medo pelos moradores.

Além do resgate da cultura local, a recepção da Expedição Piracicaba contou com a presença de autoridades locais, que ressaltaram a importância de se cuidar das águas e a preocupação com a perda de qualidade e volume de água no rio Piracicaba. A secretaria de Meio Ambiente de São Gonçalo do Rio Abaixo realizou ainda distribuição de mudas de árvores frutíferas aos visitantes.

Itabira

Saindo de São Gonçalo os expedicionários seguiram para Itabira, com agenda no Parque da Água Santa pela tarde e fórum das águas pela noite. O Parque da Água Santa é um exemplo do esforço humano pela preservação. O local tem 12 mil metros quadrados e está sendo totalmente revitalizado através do comprometimento e trabalho do senhor Arcanjo Couto. O empresário de 30 anos realizou uma parceria público privada com a Prefeitura de Itabira onde o mesmo se responsabiliza pelos serviços de conservação do parque e, em contrapartida, foi autorizado a realizar atividades comerciais como a abertura de uma floricultura e café no local. O trabalho do senhor Arcanjo serviu também como motivador da Expedição Piracicaba, pois demonstra que pessoas interessadas podem fazer a diferença até mesmo pela atuação individual e, principalmente, educando através de exemplos.

Já durante a noite, os expedicionários foram recebidos por um fabuloso jantar oferecido pelo companheiro de expedição e ilustre morador de Itabira, o senhor Dartson, profissional de carreira e de referência dentro do SAE Itabira. Com a equipe alimentada foi a vez do Fórum das Águas, que contou com a participação e demonstração de resultados do Professor José Augusto, coordenador do ProfAgua, programa de mestrado em águas da UNIFEI, campus Itabira. Participaram do debate membros da sociedade civil, que aproveitaram o conhecimento em águas do professor e tiraram dúvidas sobre microcontaminantes emergentes com o Dr. Diego Sousa Lima, responsável pelo setor de Pesquisa e Desenvolvimento da OAK Energia.

Dia 31 de maio – Capela Branca e Nova Era

Capela Branca, distrito de Bela Vista de Minas

O sexto dia da Expedição Piracicaba teve seu primeiro encontro com a população no pontilhão de ferro, em Capela Branca, distrito de Bela Vista de Minas. O local encanta pela beleza e é ponto de encontro entre os rios Santa Bárbara, vindo de João Monlevade com o Rio Piracicaba. O encontro dos rios revela beleza, mas o ponto mais perceptível aos navegantes e visitantes é a diferença gritante entre o aspecto e odor da água nos rios. Apesar de o rio Santa Bárbara ser a fonte de captação de água e descarte de esgoto da maior parte do município de João Monlevade, suas águas apresentam ainda bom aspecto se comparadas com as águas do rio Piracicaba na junção dos rios. Com característica turva, gordurosa e plástica, o rio Piracicaba apresenta um odor ruim que incomodou principalmente os caiaquistas.

A Expedição Piracicaba foi recebida por parte da guarda de congado Nossa Aparecida, de Bela Vista de Minas, que veio abençoar a jornada da Expedição Piracicaba e participar deste encontro entre expedição, autoridades locais, Emater, clérigo local, produtores rurais, estudantes e sociedade civil em geral.

Nova Era

A passagem da Expedição Piracicaba por Nova Era ressaltou a importância do alerta e mensagem de cuidado com as águas espalhada ao longo da jornada. Com o centro da cidade cortado pelo rio Piracicaba, Nova Era hoje não tem condições de navegação sequer por caiaques. Nas marcas de escala da ponte percebe-se que o leito do rio que já atingiu mais de 4 metros de profundidade, hoje possui menos de 50cm.

O encontro da Expedição Piracicaba com a população local se deu na praça da feira e contou com apresentações culturais de escolas locais homenageando os expedicionários e ressaltando a importância do cuidado com as águas.

Dia 1 de junho – São Domingos do Prata e Antônio Dias

São Domingos do Prata

A Expedição Piracicaba chegou pela manhã na praça central de São Domingos do Prata, na feira de produtores da agricultura familiar. A cidade se preparou para a data e os expedicionários foram recebidos por banda de música local e aprensentação cultural de estudantes prateanos. Além de grande participação popular, o evento contou com a presença do prefeito José Alfredo Castro Pereira e autoridades municipais. Os integrantes da expedição participaram ainda de delicioso café da manhã com o melhor da produção local.

Antônio Dias e Usina Guilman-Amorim

A Expedição Piracicaba passou por pelo menos 2 compromissos por dia, o que causou algum atraso na chegada a Antônio Dias, esperada também para a parte da manhã. A cidade de Antônio Dias completou 313 no dia 1º de junho de 2019, o que garantiu uma cidade cheia de alegria e atrações para os cidadãos e turistas que por ela passavam. Os expedicionários foram recebidos pelo prefeito Benedito de Assis Lima, o secretário municipal de Meio Ambiente Adelson Vieira e outras autoridades municipais para solenidade e uso do palco para divulgar a mensagem da Expedição Piracicaba: de que a bacia precisa ser mais cuidada para que o Rio Piracicaba continue sendo um rio perene, capaz de abastecer aproximadamente 2 milhões de pessoas. Devido as festividades do aniversário da cidade, os expedicionários participaram de um almoço comunitário no ginásio da cidade, onde recarregaram as energias para seguir para a Usina Guilman-Amorim, que pertence a um consórcio entre Arcelor e Samarco.

A Usina Guilman-Amorim é uma usina hidrelétrica de fio d´água, ou seja, não faz o alagamento de uma grande área a montante das turbinas para a geração. A água que movimenta as turbinas é proveniente de uma canalização do curso d´água, que retorna ao rio após a passagem pela turbina. Esta modalidade de usina hidrelétrica reduz os danos ambientais consequentes do grande represamento de água, o que faz com que a PCH Guilman-Amorim e outras usinas hidrelétricas de fio d´água tenham uma grande quantidade de energia com um baixo impacto para a fauna e flora local.

Dia 2 de junho – Lagoa Teobaldo e Marliéria

Lagoa Teobaldo

A Lagoa Teobaldo é a lagoa natural abastecida por águas subterrâneas de maior altitude em MG e uma das mais altas também do Brasil. São mais de 1000m de ganho de elevação feitos a partir de uma estrada de terra em boas condições, porém, com muita poeira devido a escassez de chuvas. A Lagoa Teobaldo tem grandes dimensões e prova viva que a ação antrópica também é capaz de recuperar. Localizada dentro da área da CENIBRA, a Lagoa Teobaldo foi durante anos cercada apenas por eucaliptos e diminuindo em quantidade de água. Como resultado da edição anterior da expedição e pressão da sociedade civil, o entorno da lagoa passou por reflorestamento com espécies nativas e hoje, cerca de 20 anos após a edição anterior da expedição, pudemos observar a mata atlântica de altitude recuperando o seu espaço e o quanto isso beneficia a comunidade local, a vida selvagem e a produção de água da Lagoa Teobaldo.

Aproveitando o cartão postal e as águas tranquilas da Lagoa Teobaldo, o time OAK Energia fez um passeio de caiaque na lagoa, gratificante recompensa pelo esforço de se envolver de corpo e alma na causa de cuidar das águas que nos dão vida.

Marliéria e Parque Estadual do Rio Doce

Pode-se afirmar que o dia 2 de junho foi o dia que a Expedição Piracicaba esteve imersa nas mais belas paisagens naturais. Após a saída da lagoa Teobaldo a expedição seguiu rumo a Marliéria, onde foi recepcionada pelo morador e estudioso da história local Domingos Sávio de Castro e subiu para o mirante no pico do Jacroá, de onde tivemos o prazer de uma aula sobre a história da região, os interesses da coroa portuguesa, os conflitos com os povos indígenas originários da região (por exemplo os famosos botocudos) e uma bela visão do parque do Rio Doce e sua extensão, bem como características geográficas únicas.

O último compromisso do dia foi no Parque Estadual do Rio Doce PERD, que é a primeira unidade de conservação de Minas Gerais e foi criada em 1944. O local preserva além da natureza, documentos históricos sobre os povos pré-coloniais existentes na região, o que nos trás uma dimensão do tamanho impacto principalmente em número de indivíduos que a colonização portuguesa trouxe aos povos originários. Foi realizado um evento com produtores rurais, prefeito Geraldo Magela de Castro, autoridades locais, expedicionários e alunos da rede municipal de ensino, que fizeram uma bela demonstração musical com flautas e violão.

A Expedição Piracicaba finalizou o seu oitavo dia hospedada dentro do Parque Estadual do Rio Doce, em meio a mata atlântica preservada e muita água.

Dia 3 de junho – Jaguaraçu e Timoteo

Jaguaraçu, a cidade das águas

A chegada da Expedição Piracicaba em Jaguaraçu foi marcada por uma belíssima recepção pelos moradores da cidade, prefeito José Junio, vice-prefeito José Rosa e diversas autoridades musicais, bem como pela banda musical de Jaguaraçu, patrimônio cultural do município e que faz jus ao título de patrimônio. O hino nacional brasileiro e uma seleta trilha sonora iniciaram as solenidades e a exposição das práticas ambientais da cidade de Jaguaraçu, bem como as mensagens a serem passadas pela Expedição Piracicaba com relação a urgência de cuidarmos de nossas bacias hidrográficas. O evento contou com grande participação popular, de produtores rurais e estudantes da rede municipal de ensino, que abrilhantaram ainda mais o evento com excelentes perguntas, promovendo um debate didático e marcante na comunidade local.

A cidade de Jaguaraçu tem 100% do esgoto da sede urbana tratado em uma ETE e conta com uma usina de reciclagem que processa 1,5 tonelada de lixo por dia, ressaltou a engenheira ambiental da prefeitura, Jenifer da Rocha. A profissional frisou no entanto que o município tem problemas com a mata ciliar, que é quase inexistente.

A Expedição Piracicaba visitou a usina de reciclagem de Jaguaraçu, onde trabalhadores fazem a triagem manual dos resíduos para a correta destinação. Esta observação foi crucial para a Expedição Piracicaba e a OAK Energia montar um projeto que visa a otimização da coleta seletiva nos municípios tornando os cidadãos participantes ativos do processo e impactando na tomada de consciência, redução de descarte irregular do lixo, melhorias na triagem e consequentemente aumento do retorno financeiro para o município.

Timóteo, a capital do inóx

Na cidade de Timóteo, a Expedição Piracicaba foi recepcionada por um grupo de praticantes de caiaque e stand up pedal, incrementando a equipe de água em número e experiência de navegação no local. O que se pode constatar na chegada do rio Piracicaba em Timóteo foi um grande quantidade de pneus e garrafas plásticas jogados nas águas, formando ilhas de lixo. Para reforçar o paradoxo de como tratamos os rios que possibilitam nossa sobrevivência, o ponto de encontro entre a equipe de água e equipe de registro, na prainha às margens do Piracicaba, um pescador aguarda sentado calmamente ao lado do esgoto corrente o peixe que será sua refeição. “É só passar na gordura”, receita o pescador.

Os últimos quilômetros do rio Piracicaba são marcados por poluição e assoreamento. As ocupações irregulares, esgoto sanitário e atividades sem o devido licensiamento ambiental contribuem fortemente para este cenário. A cidade de Timóteo finalizou a conclusão de nova ETE em parceria com o município vizinho de Coronel Fabriciano. A estação que aguarda licensiamento para poder iniciar as operações será capaz de tratar 360 litros de esgoto por segundo, capacidade suficiente para atender até 140 mil pessoas. A Copasa implementou no município 32 km de novos interceptores ao longo da margem do rio Piracicaba e córregos afluentes.

A recepção da Expedição Piracicaba em Timóteo aconteceu em frente a matriz São José, junto a uma feira de produtores da região. Participaram do evento o vice-prefeito professor Vespa, autoridades locais, produtores rurais e alunos da rede municipal de ensino, que apresentaram desenhos e mensagens de conscientização em relação aos cuidados com o rio.

Ao término das solenidades a Expedição Piracicaba visitou a nova Estação de Tratamento de Esgoto de Timóteo e Coronel Fabriciano, obra finalizada e pronta para operar, aguardando apenas o licenciamento para início das operações. A ETE foi apresentada pelo superintendente regional da Copasa no Vale do Aço, Sr. Albino Campos. A moderna estação é eficiente para o tratamento da maior parte dos efluentes, mas ainda não contempla o tratamento dos microcontaminantes emergentes por não ser um requisito da legislação ambiental. O último compromisso do dia, já durante a noite, foi o fórum realizado no centro da cidade que reuniu vereadores, membros da sociedade civil e expedicionários.

Dia 4 de junho – Coronel Fabriciano e Santana do Paraiso

Coronel Fabriciano

No penúltimo dia de expedição, a caravana iniciou os compromissos em Coronel Fabriciano no prédio da Secretaria Municipal de Turismo. O evento contou com a participação do prefeito Dr. Marcos Vinicius da Silva Bizarro, que louvou e apoiou a iniciativa da Expedição Piracicaba de realizar um amplo diagnóstico sobre as causas de degradação do rio em diferentes pontos para então, propor e cobrar ações efetivas para cada um destes problemas. O encontro teve ampla participação dos produtores rurais locais e o time da OAK Energia pode conhecer as particularidades que cada produtor de água aplica em seu contexto para preservar este bem tão precioso. A solenidade se encerrou ao som do berrante e os expedicionários se dirigiram a praça para conhecer ações ambientais do município e dançar batuque com o Mestre Santana e a o grupo Tambores de Cocais, manifestação cultural de raízes africanas que dialoga com o congado.

A saída de Coronel Fabriciano reservava uma surpresa motivadora, um grupo de moradores e o presidente da Associação Ambiental do Amaro Lanari, bairro de Coronel Fabriciano, nos aguardava na praça do bairro com cartazes e faixas com mensagens de conscientização. A atuação ativa destes moradores no cuidado com o rio ajudou a preservar a mata ciliar no local e lhes garantiu a alcunha de Guardiões do Rio. Senhor José Martins da Silva, presidente supracitado lembra que o rio já teve tanta água que era perigoso nadar.

Assim como os moradores do bairro Amaro Lanari, encontramos ao longo da expedição inúmeros exemplos de cidadãos que lutam para preservar o seu entorno em prol da vida do rio Piracicaba e das futuras gerações. O mais gratificante neste trabalho é encontrar e conectar estas pessoas para que saibam que não travam esta batalha sozinhos. Cuidar das águas é um dever de todos.

Santana do Paraíso

Na 20ª cidade da expedição mais de 100 produtores rurais compareceram na mobilização para receber a caravana. Durante o evento a prefeita Luzia Teixeira parabenizou a expedição tanto pela realização das ações quanto pelo simbolismo das mesmas principalmente para as futuras gerações.

Durante o evento um grande número de produtores rurais aproveitou para visitar a usina móvel OAK Energia, que completou neste dia 10 dias na estrada gerando energia limpa para os equipamentos de registro da Expedição Piracicaba. Enfrentamos condições adversas para a geração de energia solar como grande quantidade de poeira sobre os painéis, mudança constante no posicionamento da placa em relação ao sol devido ao fato de o veículo estar em movimento, tempo nublado e locais sombreados. Além de garantir suprimento de energia elétrica a usina fotovoltaica móvel foi concebida justamente para estes experimentos em diferentes condições, o que aprimora ainda mais o nosso plano de acompanhamento energético PAE. A OAK Energia busca o amplo entendimento do problema dos nossos clientes para traçar possíveis cenários e apresentar soluções energéticas personalizadas.

Dia 5 de junho – expedicionários chegam a foz do rio Piracicaba no dia mundial do Meio Ambiente

A Expedição Piracicaba completou seu 11º dia e finalizou sua agenda em Ipatinga, no Parque Ipanema. Equipe terra e equipe água se separaram para cumprir os compromissos do dia Mundial do Meio Ambiente. A OAK Energia acompanhou a equipe de caiaques até a foz do Rio Piracicaba, no encontro com o Rio Doce. A Expedição marcou presença no jornal ao vivo da Inter TV, afiliada da Rede Globo no leste mineiro, onde o Dr. Diego concedeu uma entrevista explicitando a importância da análise dos microcontaminantes emergentes pela Expedição Piracicaba. O evento de encerramento contou com grande participação popular, notadamente estudantes, ambientalistas, produtores rurais e autoridades municipais. O capitão da Polícia Militar de Meio Ambiente Átila Porto, o jornalista e idealizador da expedição Geraldo Magela Gonçalves “Dindão” e o presidente do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Piracicaba Flamínio Guerra brindaram e beberam a água pura da nascente, trazida pelos expedicionários para marcar simbolicamente o propósito da missão.

Para saber mais sobre a expedição acesse o site www.expedicaopiracicaba.com

Expedição Piracicaba – Pela Vida do Rio

• Início: 26/5 – Mariana
• Encerramento: 5/6 – Ipatinga
• 21 cidades percorridas / 1.600 km rodados
• 16 pesquisadores envolvidos
• 82 parceiros, entre órgãos públicos, empresas, ONG’s e lideranças sociais e ambientais
• 37 indicadores serão contemplados na elaboração do diagnóstico da bacia

Rio Piracicaba e sua Bacia Hidrográfica

• A bacia tem 5.465 quilômetros quadrados de área.
• O Rio Piracicaba tem 241 quilômetros de extensão.
• Os principais afluentes são os rios Turvo, Conceição, Una, Machado, Santa Bárbara, Peixe e Prata.
• Cerca de 100 córregos e ribeirões deságuam no Rio Piracicaba.
• O bioma predominante da bacia era a Mata Atlântica. No entanto, mais de 90% da cobertura vegetal original foram perdidos. O Parque Estadual do Rio Doce, o Parque Nacional Serra do Gandarela e a RPPN Caraça são suas principais unidade de conservação.
• O Rio Piracicaba tem topografia acidentada e alto índice de erosão.
• A Bacia Hidrográfica do Rio Piracicaba abriga o maior parque siderúrgico da América Latina, que, em conjunto com a mineração, forma a principal atividade econômica da região.

OAK Energia

• Geração de energia a partir da fonte solar fotovoltaica durante a expedição;

• Inclusão e mapeamento dos microncontaminantes a serem monitorados;

• Palestras e explanações sobre microcontaminantes emergentes, energia solar fotovoltaica e outras fontes renováveis para o produtor rural produzir sua própria energia;

• Integrante da equipe de registro com imagens por drone;

• Café, afinal expedicionários também precisam de energia; 🙂

Expedição Piracicaba tem grande atenção da mídia no estado de Minas Gerais

http://www.anoticiaregional.com.br/noticia.asp?id=11160&fbclid=IwAR0r60B6WLDKTJCGhrQPzCPTPU6Kn9WCwsnTo32P1ggi68moDnMmh5cYm7o

http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticia/expedicao-vai-percorrer-a-bacia-do-rio-piracicaba

http://www.opopularjm.com.br/expedicao-cientifica-faz-diagnostico-inedito-da-bacia-do-rio-piracicaba/

https://emvogarevistadigital.com.br/expedicao-cientifica-faz-diagnostico-inedito-da-bacia-do-rio-piracicaba/

http://www.santabarbara.mg.gov.br/detalhe-da-materia/info/santa-barbara-recebe-expedicao-em-pesquisa-pela-bacia-do-rio-piracicaba-em-28-de-maio/98899

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